A outra face do ácido úrico


O ácido úrico, produto final do metabolismo das purinas, quando em excesso, é responsável pela ocorrência de gota, uma inflamação articular localizada no dedo grande do pé devida ao depósito de uratos (cristais de ácido úrico) na articulação.

Associada ao consumo de carne de caça, marisco e peixe azul, já foi doença dos ricos, que tinham capacidade económica para adquirir e comer em quantidade estes alimentos. Sabe-se que existe um risco cardiovascular aumentado associado a valores elevados de ácido úrico. No entanto, o ácido úrico é considerado um antioxidante natural, protector do stress oxidativo e dos radicais livres, processos implicados no envelhecimento cerebral e na deterioração da capacidade cognitiva na demência. Os doentes de Alzheimer, por exemplo, têm valores baixos de ácido úrico, o que pode sugerir a capacidade protectora deste composto na demência.

É exactamente isso que prova um estudo, que envolveu 4000 pessoas com idades superiores a 55 anos, e que analisou a influência dos valores de ácido úrico na demência ou na deterioração cognitiva. Os autores concluiram que valores elevados de ácido úrico estão associados a uma diminuição do risco de demência e a uma menor deterioração da memória e da função executiva.

Resumindo e concluindo: o ácido úrico em excesso faz mal às articulações e ao coração, mas, pelos vistos, faz bem ao cérebro.

Fonte da notícia: El País. Salud de 14 de Março de 2009
Fonte de imagem: http://healthlibrary.epnet.com/PamphletPrint.aspx?token=de6453e6-8aa2-4e28-b56c-5e30699d7b3c&chunkiid=22829
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