sexta-feira, 27 de março de 2009

A alimentação para a saúde começa na barriga da mãe

A British Medical Association (BMA) publicou um relatório no passado dia 10 de Março em que dá a conhecer a importância da nutrição desde o início da vida fetal na prevenção de inúmeras doenças. As escolhas alimentares da mãe vão ter grande impacto na saúde futura do bebé. É possível diminuir o risco dos bebés desenvolverem doenças crónicas não transmissíveis como cardiopatias, diabetes, obesidade, cancro, asma e até problemas cognitivos e comportamentais na infância e adolescência, se a mãe comer de uma forma saudável.

O relatório do BMA Board of Science intitulado "Early life nutrition and lifelong health" é uma referência para profissionais de saúde, governantes e público em geral. Vale a pena lê-lo.

Fonte da imagem: http://www.fertilefoods.com/

1 comentários:

O Primitivo disse...

Um documento bastante interessante, sem dúvida, designadamente por reconhecer que existe uma enorme desfasagem entre as dietas modernas, com excessiva carga de hidratos de carbono e pobres em proteínas, e as dietas dos caçadores-recolectores do paleolítico. Mais interessante, a meu ver, é o facto de ser uma instituição oficial com o peso da BMA a reconhecê-lo. As frases a destacar deste relatório, a meu ver, serão as seguintes:

"Human diets have changed substantially during the course of our evolution and history. Compared with current diets, the pre-agricultural hunter-gatherer diets of our Palaeolithic ancestors were based on wild animal and plant foods and were much higher in protein and lower in carbohydrate"

"Humans evolved to consume a diet very different from that consumed by many people today.This makes our physiology potentially mismatched to our contemporary lifestyles, increasing the risks of ill health"

Agora é simples, para reduzirmos as doenças da civilização, só falta ser coerente e alterar as modernas pirâmides alimentares, por regra hiperglicémicas e de elevada insulina, para pirâmides alimentares de linha primitivista, portanto mais consentâneas com o nosso genoma e a nossa evolução.