Insulina pode prevenir e tratar o Alzheimer

Segundo um estudo publicado esta semana no PNAS journal online, a insulina usada no tratamento da diabetes pode ajudar a diminuir a perda de memória associada à doença de Alzheimer. A equipa de investigadores da Northwestern University que, em 2007, sugeriu que o Alzheimer pode ser uma terceira forma de diabetes descobriu que a insulina protege as sinapses cerebrais dos danos causados pelas proteínas tóxicas do Alzheimer, as ADDL (abreviatura de "amyloid beta-derived diffusible ligands"). Estas proteínas tóxicas atacam os neurónios ao nível das sinapses, pelo que estes perdem a capacidade de transmitir informação, resultando em perda de memória.

Os cientistas trataram os neurónios extraídos do hipocampo, um dos mais importantes centros de memória do cérebro, com insulina e com rosiglitazone, um fármaco que aumenta a sensibilidade à insulina e que é usado para tratar a diabetes tipo 2. Descobriram que os danos causados nos neurónios pelas ADDL foram bloqueados pela insulina que as impediu de se fixarem às células. O rosiglitazone reforçou a acção da insulina, nos casos em que os níveis de insulina eram mais baixos.

"O tratamento terapêutico que faça aumentar a sensibilidade à insulina, no cérebro, poderá oferecer novas formas de combater o Alzheimer", disse William Klein, investigador do Centro de Alzheimer e Neurologia do Conhecimento da Northwestern.
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