sábado, 31 de janeiro de 2009

Restrição Calórica Faz Bem à Memória

Um estudo alemão, realizado na Universidade de Munchen e publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS) de 27 de Janeiro de 2009, mostra que a restrição calórica é capaz de melhorar a memória dos idosos.

No estudo, foram seleccionados 50 idosos saudáveis, 21 homens e 29 mulheres, com idade média de 60 anos, e IMC médio de 28 kg/m2. Os participantes foram divididos em três grupos: o primeiro, foi sujeito a uma redução calórica de 30%; o segundo foi sujeito a um aumento de 20% do consumo de ácidos gordos insaturados, mantendo a ingestão de gordura total; e o terceiro foi o grupo de controlo.

A avaliação da função cognitiva dos individuos foi feita antes da intervenção alimentar e três meses depois."Observámos um aumento significativo dos registos de memória verbal no grupo sujeito a restrição calórica. Os outros dois grupos não apresentaram mudanças significativas na memória."


Segundo os investigadores, o aumento da memória está relacionado com a redução da actividade inflamatória, redução dos níveis de insulina e da proteína C-reactiva que foram mais pronunciadas nos indivíduos que melhor aderiram à dieta.

Os mecanismos implicados poderão incluir a melhoria da plasticidade sináptica e estimulação das vias nervosas no cérebro por causa do aumento da sensibilidade à insulina e reduzida actividade inflamatória.

Os resultados apontam um caminho para a investigação do papel da insulina e da inflamação no declínio cognitivo relacionado com o envelhecimento. "O nosso estudo pode ajudar a criar novas estratégias de prevenção para manter as funções cognitivas na terceira idade", acreditam os investigadores.

Fonte:PNAS

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Café na Prevenção da Diabetes

Duas a quatro chávenas de café por dia reduz o risco de diabetes tipo 2. Segundo o endocriniologista Serafim Rosas, o café aumenta a sensibilidade à insulina, aumenta a eficácia das células beta do pâncreas (as que produzem insulina) e reduz a absorção de glicose. Estas e outras conclusões são resultado da análise de 37 mil trabalhos, publicados em cinco mil revistas científicas.

Fonte:Destak, edição 23 de Janeiro de 2009
Foto:http://www.istockphoto.com

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Porque os magros não engordam

Do jornal "Destak", edição de 23 de Janeiro de 2009 transcrevo o editorial de Isabel Stilwell, sobre um facto que intriga muita gente que é "O que leva os magros a não serem gordos":
"Não há nada mais frustrante para quem tenta perder peso, sobretudo se teve a coragem de optar por uma dieta rigorosa, do que ver o colega do lado comer desalmadamente, ou pelo menos tudo o que vem no index dos alimentos, sem aumentar um grama. Numa Europa angustiada com a obesidade, a equipa do programa Horizon’s da BBC decidiu fazer a reportagem de uma experiência que tinha como objectivo procurar entender porque é que os magros não são gordos.Why aren’t thin people fat vai para o ar na segunda-feira, pelas 21 horas, na BBC 2 e pode ser visto no BBC-iplayer, em www.bbc.co.uk, mas não resistimos a contar-lhe antecipadamente o que aconteceu.

Foram escolhidas como cobaias 10 pessoas magras (sem dieta), do sexo feminino e masculino, que aceitaram comer pizas, batatas fritas, gelados, chocolates, durante 4 semanas a fio, abstendo-se de praticar exercício e levando a vida mais sedentária possível. No final deste tempo, a maioria engordara pouco mais do que um quilo em
média, e estranhamente o que bateu o recorde dos mais 4.5 kg à vista estava exactamente na mesma, porque tudo o que comeu se transformou em músculos e não em gordura (o ritmo metabólico subiu 30%). Muitos deles ficaram francamente desiludidos pois, insatisfeitos com a sua excessiva magreza, fazem tudo para engordar.

O teste veio reforçar a tese do médico Rudy Leibel, da Universidade da Colômbia, que fazia parte da equipa que supervisionava o estudo: todos temos um peso como que pré-programado e o nosso corpo faz um esforço enorme para nos obrigar a comer, ou a fazer dieta, conforme o caso, para lá nos mantermos.

É claro que o sistema pode ser baralhado por factores genéticos ou ambientais, e há mesmo quem indique uma variedade do gene FTO como o responsável, mas a maioria de nós não consegue fugir facilmente, ou pelo menos durante muito tempo, ao «destino». Uma lição, dizem os especialistas, para os escravos da imagem que ambicionam ter um corpo de uma top-model qualquer,mas que não corresponde nem à sua altura, nem à sua estrutura física. Votados ao falhanço,espera-os uma amarga desilusão."
Imagem: http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/magazine/7838668.stm<>

A Biologia do Envelhecimento

(clique na imagem para a aumentar)

Porque envelhecemos? A resposta mais aceite a esta pergunta, baseia-se numa teoria evolucionista apresentada na década de 70 pelo biólogo inglês Thomas Kirkwood - "A teoria do Soma Descartável":
"Por volta dos 20 anos, uma enxurrada de hormônios prepara o corpo para o acasalamento. A partir dos 30, deixamos de ser interessantes do ponto de vista evolutivo. Isso porque o soma começa a perder a função de proteger e carregar os genes das células reprodutivas. Como um automóvel velho, ele passa a exigir uma manutenção cujo custo é muito maior do que o seu valor. "Envelhecemos porque a seleção natural se recusa a pagar um preço alto para manter um soma que não interessa mais", disse Kirkwood à Veja."
Thomas Kirkwood é hoje o director do Instituto de Envelhecimento e Saúde da Universidade de Newcastle, em Inglaterra.

Fonte: revista"Veja", edição 2094 de 07 de Janeiro de 2009

domingo, 25 de janeiro de 2009

Envelhecer Hoje...

A actriz Monah Delacy tem hoje 79 anos. A foto da esquerda foi feita quando ela estava com 51 anos. Sua filha, a actriz Christiane Torloni, tem os mesmos 51.A comparação dos dois retratos mostra como a medicina, associada a uma mudança de comportamento, conseguiu, em três décadas, desacelerar o processo de envelhecimento.

A foto e o comentário fazem parte de uma reportagem sobre o envelhecimento, publicada na revista brasileira Veja, edição 2094 de 7 de Janeiro de 2009.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

HDL SINTÉTICO - A Nanotecnologia ao Serviço da Saúde



Uma equipa de investigadores da Northwestern University, liderada por Chad A. Mirkin, director do Northwestern’s International Institute for Nanotechnology, conseguiu pela primeira vez sintetizar moléculas de HDL (Hight Density Lipoprotein) o chamado "bom" colesterol. Esta promissora "arma" de combate aos níveis elevados de colesterol poderá ajudar a reduzir a incidência de doenças cardíacas e vasculares que continuam a ser as que fazem mais vítimas em todo o mundo desenvolvido.


Baixar o colesterol vai sendo possível, em muitos casos, com estratégias de redução do peso corporal, diminuição do consumo de gorduras saturadas e carne vermelha e aumento da ingestão de hortícolas, frutas e peixe. Se mesmo assim o colesterol não vier para os níveis considerados saudáveis, existem sempre os fármacos (estatinas) para ajudar. Mas estas e outras estratégias, baseadas em alterações do estilo de vida, resultam muito menos quando queremos aumentar o "bom" colesterol. Daí o interesse desta molécula de HDL criada em laboratório.

O HDL sintético, formado por nanopartículas de ouro revestidas de proteínas e lípidos, é capaz de se ligar irreversivelmente ao colesterol, tal como o HDL natural o faz. O material escolhido, o ouro, é um material não-tóxico que permitirá mais facilmente desenvolver um fármaco e uma nova terapêutica que simultâneamente baixe o colesterol total e suba o colesterol protector, o HDL. É pelo menos esta a convicção e a esperança dos "pais" do HDL sintético.


O estudo está publicado online no Journal of the American Chemical Society (JACS)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

CONFECÇÃO DOS ALIMENTOS E CANCRO

A Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) e a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP) realizaram um trabalho de investigação inovador sobre a importância da preparação e confecção dos alimentos na prevenção do cancro. O estudo coordenado pelas professoras Olívia Pinho (FCNAUP) e Isabel Ferreira (FFUP)intitulado «Interacção entre Aminas Aromáticas Heterocíclicas e Antioxidantes: um desafio para a segurança alimentar» teve como principal objectivo avaliar os efeitos dos métodos culinários na formação de aminas aromáticas heterocíclicas (HAAs) nos pratos de carne e peixe.

As HAAs são mutagéneos e carcinogéneos formados nos alimentos proteicos quando submetidos a altas temperaturas (entre 180 e 300 graus centígrados). O maior perigo vem dos grelhados e fritos, que apresentam maiores teores de aminas térmicas. Destacam-se os grelhados a carvão, em que as substâncias resultantes da própria combustão são maioritariamente tóxicas e as partes carbonizadas do alimento nas quais se formam substâncias cancerígenas.

Ficam as recomendações resultantes deste estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry:
Seleccionar os utensílios da cozinha e as condições, que permitam manter a temperatura necessária para cozinhar o alimento de forma uniforme e inferior a 190ºC.

Ao grelhar carne ou peixe em carvão, deve manter a fonte de calor bem forte, mas colocar os alimentos que pretende grelhar cerca de 20 cm da fonte de calor, e evitar a formação de chama.

Ao assar carne ou peixe no forno, deve aquecer bem o forno, cerca de 200ºC, para que o alimento forme uma barreira protectora para evitar a exsudação, e depois reduza a temperatura para cerca de 180ºC.

É possível reduzir a formação de HAAs na carne, se enriquecer em compostos fenólicos recorrendo ao uso de marinadas.

Consumir alimentos ricos em antioxidantes, tais como, saladas, legumes e frutos ricos em compostos fenólicos, para reduzir os efeitos carcinogénicos das HAAs.


Fonte da Notícia: http://noticias.up.pt/catalogo_noticias.php?ID=1202

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

AS PROPRIEDADES MEDICINAIS DO ALHO

O alho, Allium sativum, tem sido utilizado pelo homem como recurso culinário e terapêutico desde a Antiguidade. O papiro egípcio Ebers, que datado do século XVI a.C. é considerado o primeiro tratado médico conhecido, inclui o alho em mais de 700 fórmulas médicas. A. Proença da Cunha, J. Alves Ribeiro e O.Rodrigues Roque, no seu livro "Plantas Aromáticas em Portugal - Caracterização e Utilizações", Fundação Calouste Gulbenkian, 2007, fazem várias referências à utilização do alho para fins medicinais ao longo da história:
"O alho era muito usado para evitar as doenças e afastar as epidemias. A tradução de uma inscrição na pirâmide de Queóps, construída cerca de 4500 anos a.C., refere que todas as manhãs cada escravo trabalhando na construção civil recebia do seu senhor uma cabeça de alho para lhe dar força e boa saúde."
Hoje em dia, graças à evolução da ciência química, é fácil perceber porquê. Os mais de 200 princípios activos presentes no alho conferem-lhe propriedades que permitem combater inúmeras doenças, entre as quais as infecciosas, as vasculares, as oncológicas, além de retardar o envelhecimento celular.

O bolbo do alho, segundo o livro acima referido:
"contém aliínas que, após hidrólise pela enzima aliinase, origina vários produtos voláteis odoríferos (alicina, que predomina, e sulfuretos solúveis na água); fructosanas (cerca de 75 por cento); açúcares redutores (15 por cento); compostos tiociânicos; sais minerais; vestígios de vitaminas (A, do complexo B e C) e saponinas. Os compostos sulfurados, principalmente os solúveis na água são responsáveis pela diminuição da agregação plaquetária, aumento da actividade fibrinolítica, efeitos hipoglicemiantes e acção antioxidante. Reduz o teor de colesterol no sangue. Tem propriedades anti-sépticas, fungicidas e antivirais. Possui acção diurética devido às fructosanas".
O que é a aliína? Um aminoácido presente no alho cru que se transforma em alicina quando se esmaga ou corta o alho. E a alicina? Um princípio activo a que se atribuem propriedades antibióticas, hipoglicémicas e hipolipemiantes.

O alho pertence à família das liliáceas, das quais fazem parte também a cebola, o espargo e o alho porro. A importância deste bolbo resulta dos seus componentes e pode consumir-se de múltiplas maneiras, mas o melhor é consumi-lo cru. A partir dos 60 graus centígrados perde as suas propriedades saudáveis.

O alho está bastante presente na gastronomia tradicional portuguesa. Da próxima vez que comer alho, o que deve fazer tal como os outros alimentos em doses comedidas (o consumo excessivo pode produzir ardor ou refluxo), já sabe que o alho lhe vai fazer bem.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O ECO SILENCIOSO

O médico e escritor João Lobo Antunes, no seu último livro "O Eco Silencioso", Gradiva, 2008, que reúne textos muito interessantes escritos nos últimos três anos, dedica um capítulo às limitações da idade. Transcrevo pequenos excertos desse capítulo porque envelhecer nos toca a todos:

«(...) Mas qualquer que seja a extensão do período da vida plena, gozada na completude de aptidões e capacidades, a verdade é que, como reconheceu Trotsky, o revolucionário, a velhice é a coisa mais inesperada que nos acontece e, acrescentaria eu, nunca é fácil. Bette Davies dizia que «getting old is for sissies», o que pode traduzir-se livremente, como «envelhecer não é para gente fraca».
A velhice surge muitas vezes sorrateira, pé ante pé, e, subitamente, uma mirada de relance ao espelho, uma fotografia tirada à socapa ou a indiscrição de um «vídeo» revelam-nos os estragos do tempo, a articulação perra, o porte alquebrado, a expressão consumida, como lamentou Nemésio. Outras vezes, instala-se de forma brutal, como uma doença súbita, devastadora, frequentemente como consequência de um cataclismo emocional que se abate sobre nós com o peso de um século.
Mas as limitações da idade não constituem necessariamente, um prelúdio a um final inevitável. Tome-se, por exemplo, um jogador de futebol a quem a idade vai fechando a carreira, aí pelo início da terceira década. As limitações do tempo são evidentes: o atleta perde «pulmão» (no jargão dos comentadores), a velocidade abranda, o «drible» hesita, refugia-se em terrenos mais seguros, defende-se do contacto físico, porque sabe que agora as mazelas são mais custosas de sarar.(...)»

«(...) Sobre as limitações físicas da idade pouco há a acrescentar ao que Shakespeare escreveu numa síntese certeira no seu Henrique IV: «a moist eye, a dry hand, a yellow cheek, a white beard, a decreasing leg, an increasing belly...your voice broken, your wind short, your chin double, your wit single, and every part about you blasted with antiquity» («o olho húmido, a mão seca, o rosto amarelecido, a barba branca, a perna fraca, o ventre inchado...a voz quebrada, o fôlego curto, o queixo duplo, a compreensão lenta e todas as tuas partes malditas pelo tempo»).
Mas o declínio não segue um modelo uniforme, como se houvesse uma falência, paralela, sincrónica, de todos os aparelhos e sistemas. Algumas destas limitações, citando a metáfora que uso na clínica, derivam de um defeito do software, e são responsáveis pelas quedas inesperadas, pela desarticulação do movimento; outras são limitações do aparelho locomotor, dos instrumentos que garantem a autonomia, e a perda desta é dolorosamente sentida. De meu pai escrevi eu: «O espírito ainda não se vergara, mas o corpo começara a derrotá-lo, e foram-se-lhe enferrujando os músculos. Ele, que fora um atleta, seco, rijo, começou a queixar-se, sempre preciso da nomenclatura, de que se atrofiavam os nadegueiros (...) As pernas não lhe obedeciam mais, já não podia contar com a sua servidão.(...)»

Embora o autor explique que «é no declínio das funções cognitivas que o envelhecimento tem a sua expressão mais visível, mais incapacitante e mais cruel», termino com a transcrição de um excerto que nos dá uma visão optimista e uma orientação acerca do que podemos fazer para minorar os efeitos do declínio cognitivo:


«(...) É evidente que com a idade diminui a capacidade de aprender sobretudo conceitos complexos. Mas há também alterações qualitativas curiosíssimas, que permitem olhar a velhice com mais optimismo. De facto, sabe-se hoje, desmentindo a noção clássica de invariabilidade do número de células nervosas, que a neuroplasticidade, ou seja, a capacidade de gerar novas células e estabelecer novas conexões nervosas, está presente toda a vida. Esta capacidade de renovação depende em parte do grau de educação e da persistência em actividades mentais complexas. Como conto no ensaio sobre a velhice do meu pai, ele não desistiu, até muito pouco tempo antes de morrer, de treinar o intelecto e muscular a memória, escrevendo na tampa das caixas de fósforos uma série interminável de datas, verdadeiras efemérides de almanaque, como o ano da morte de Beethoven, da publicação da Divina Comédia, da batalha de Waterloo, eu sei lá... Por outro lado, há indicações de que os testes de vocabulário mostram uma vantagem consistente nas pessoas mais velhas.
Como nota Baltes, há nos velhos um pragmatismo cristalizado, um apuramento da inteligência emocional e da sabedoria, atingindo muitas vezes o cume da excelência humana. (...)»

De acordo com a programação do Casino da Figueira, João Lobo Antunes estará logo à noite na Figueira da Foz para apresentar "O Eco Silencioso".

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Os 11 Melhores Alimentos

Embora eu não goste de eleger alimentos como sendo os melhores ou os piores, a verdade é que este post aparece na lista do New York Times, como um dos mais vistos de 2008. Clique para ver em: http://well.blogs.nytimes.com/2008/06/30/the-11-best-foods-you-arent-eating/?em&emc=eta1

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Efeito da cafeína é quase imediato

Um estudo liderado por Ana Adan, investigadora no Departamento de Psiquiatria e Psicobiologia Clínica da Universidade de Barcelona, Espanha, mostra que a acção da cafeína começa logo dez minutos após a sua ingestão e tem maior efeito nos homens do que nas mulheres. Antes pensava-se que o efeito só era iniciado 30 a 45 minutos após a ingestão da bebida. Para a investigadora, “45 minutos é o tempo necessário para alcançar a máxima concentração no sangue; no entanto, em poucos minutos, metade dessa concentração já está em circulação”.

O tempo que dura o efeito é estimado entre duas a três horas, embora haja alguns autores que defendem que este se prolonga até quatro a cinco horas, dependendo da sensibilidade do indivíduo e do ritmo de metabolização que varia muito com a idade.

Também há surpresas em relação ao descafeinado. Ao contrário do que se pensava, este também aumenta o estado de alerta, mas o seu efeito é maior nas mulheres.

Fonte: http://plataformasinc.es/index.php/esl/Noticias/La-cafeina-afecta-mas-a-los-hombres-y-su-efecto-comienza-solo-a-los-diez-minutos-de-la-ingesta

Imagem: http://www.sporkandknife.net/2008/07/15/heres-your-latte-with-a-side-of-rules-and-regulations/

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

NUTRIENTES QUE NOS PROTEGEM DE UM AVC


O ictus ou Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda causa de morte no mundo e, entre os sobreviventes, é frequentemente causa de incapacidade funcional. A concentração de ácido fólico e folato, abundante nas frutas e nos vegetais de folhas verde escuras, parece modular a concentração de um aminoácido, a homocisteína, relacionado com a aterosclerose e com o risco de ictus. Numa investigação realizada por Weng L-Ch. et al. intitulada Is Ischemic Stroke Risk Related to Folate Status or Other Nutrients Correlated With Folate Intake?, avaliou-se a importância do ácido fólico e de outros nutrientes relacionados, como o ferro, o cálcio, o potássio, a vitamina B, a provitamina A de origem vegetal e o caroteno, como protectores de um AVC.

A amostra estudada foi de 1770 indivíduos sãos com mais de 40 anos. Em todos apurou-se a frequência e o tipo de alimentação, bem como as concentrações de folatos e de outros oligoelementos durante dez anos. Os 132 pacientes que tiveram um AVC tinham uma concentração de ácido fólico significativamente mais baixa do que o resto dos participantes. Outros nutrientes, como a vitamina B2, o potássio, o ferro e os carotenos relacionaram-se de uma inversamente com o risco de AVC, isto é, para valores mais altos destes micronutrientes, o risco de AVC diminuía progressivamente. Não se pode descartar a hipótese de que a suposta protecção do folato se deva, na realidade, aos outros nutrientes ingeridos em simultâneo que se encontram nos mesmos alimentos ricos nesta substância.

Deste estudo sai mais uma vez confirmada a importância do consumo diário de quantidades significativas de hortícolas e frutos.

Fonte: El País. Salud. 10/01/09
Imagem: http://km-stressnet.blogspot.com/2008/02/ictus-sintomas-evoluo-e-tratamento.html

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

"Guerra" entre Faculdades


Vale a pena ler esta anedota que circula na net:

Tudo começou quando...

A turma de Direito resolveu colocar uma frase numa t-shirt que virou moda no Campo Universitário: 'O teu namorado não faz direito? Vem cá que eu faço'.

Em seguida, o pessoal de Medicina largou a seguinte: 'Ele pode até fazer direito, mas ninguém conhece teu corpo melhor do que eu.'

O pessoal de Administração não deixou para menos: 'Não adianta conhecer o corpo, fazer Direito se não souber administrar o que tem'.

O pessoal de Administração ficou bem na fita até que os de Agronomia apareceram com a seguinte frase: 'Uns conhecem bem, outros fazem direito e alguns sabem administrar o que têm, mas plantar a mandioca como nós ninguém consegue.'

Aí o pessoal da Publicidade largou esta: 'De que adianta conhecer bem, fazer direito, saber administrar e plantar a mandioca, se depois não puder contar pra todo mundo?'

A turma da Engenharia, não se deu por achada, e saiu-se com esta: 'De que adianta conhecer bem,fazer direito, saber administrar, plantar a mandioca, e poder contar para todo mundo, se não tiver energia e potência para fazer várias vezes?'

Mas a frase que ficou e ganhou foi a da Economia: 'De que adianta conhecer bem, fazer direito, saber administrar, plantar a mandioca, poder contar para todo mundo, ter energia e potência para fazer várias vezes, se as mulheres gostam mesmo é de dinheiro?'

Ninguém discutiu por um tempo, até que, as meninas do Curso de NUTRIÇÃO se saíram MUITO BEM com esta: 'De que adianta conhecer bem o corpo, fazer direito, saber administrar, plantar a mandioca, poder contar para todo mundo, ter energia e potência para fazer várias vezes e, ter dinheiro... se, no fim das contas, nós precisamos sempre de ensinar a comer!'

Fonte da imagem: http://queimadasfitas.blogs.sapo.pt/

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

DISFUNÇÃO ERÉCTIL : SINAL DE ALERTA PARA DOENÇAS CARDÍACAS


A disfunção eréctil pode ser uma manifestação clínica inicial de doença vascular generalizada e é um factor de risco para eventos cardíacos. Isto porque os mesmos factores que causam as doenças cardiovasculares são também os principais responsáveis pelo aparecimento da disfunção eréctil.Compreender as conexões entre ambos, pode ajudar a reconhecer melhor os sinais e sintomas de uma doença cardíaca ainda subclínica.

Os principais factores de risco da doença vascular que pode estar na base da disfunção eréctil são: excesso de gordura abdominal, hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, sedentarismo, tabaco e álcool.

Perder peso e praticar exercício físico são fundamentais para uma boa saúde cardíaca e vascular. Pense nisto!

Fonte da notíciaaqui.

sábado, 3 de janeiro de 2009

DIETA DIMINUI RESISTÊNCIA À GRIPE

Um estudo recentemente anunciado da autoria de cientistas da Universidade do Estado do Michigan, nos Estados Unidos, adverte que uma dieta de emagrecimento no Inverno pode afectar a capacidade do organismo de combater o vírus da gripe.

A investigação mostrou que ratos de laboratório que se submeteram a uma dieta baixa em calorias tiveram uma maior dificuldade em debelar a infecção do que aqueles que tiveram uma dieta normal. Acontece que, quando existe uma restrição alimentar, o organismo pode não conseguir formar glóbulos brancos em quantidade suficiente para combater a infecção.

Na minha opinião, uma dieta deve ser sempre feita com bom senso. Não é preciso passar fome! É possível ter uma alimentação equilibrada que forneça todos os nutrientes indispensáveis para que o organismo funcione bem e, ao mesmo tempo, permaneça resistente à maioria das infecções e doenças. E esse cuidado com a alimentação deve permanecer durante todo o ano, seja Inverno ou Verão. A propósito ver os textos neste blogue sobre dietas expresso e sobre os perigos das dietas de desintoxicação.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia