Abordagens Complementares no Tratamento do Cancro


Em entrevista ao jornal Notícias Médicas o clínico francês David Servan-Shreiber (DSS)(na imagem), autor do livro "AntiCancro: Um novo estilo de vida", (Caderno,2008) defende que se devem integrar abordagens complementares no tratamento do cancro:
"Alimentação "anti-cancro" e actividade física devem se integrados nos tratamentos convencionais."
Segundo DSS cada doente pode ajudar-se a si próprio e procurar mais informação sobre as abordagens complementares no tratamento do cancro para lá dos tratamentos convencionais:
"Um inquérito de opinião recente feito em França mostra que setenta por cento dos doentes desejam mais informação sobre as abordagens complementares no tratamento do cancro. Está na altura de nós, médicos, falarmos entre nós para passarmos mensagens claras: não se trata de substituir a quimioterapia por tisanas, mas de integrar as abordagens complementares, cujos benefícios estão provados nos nossos programas de cuidados."
As limitações da aplicação destas abordagens complementares nos programas de tratamento, segundo DSS, são:
"As abordagens que apresento não se podem patentear e não trazem dinheiro a ninguém. Ninguém está "contra" os brócolos, o jogging ou o ioga, mas nenhuma companhia (farmacêutica) vai convidar oitenta oncologistas para um fim-de-semana num hotel de luxo com campo de golfe para lhes explicar que isso pode reduzir em sessenta e oito por cento a mortalidade por cancro de mama no estadio II em onze anos, como acaba de demonstrar um estudo americano publicado na revista "Cancer" em Novembro deste ano.

Fonte Imagem: http://blog-on-en-parle.lci.fr/article-19700031.html
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