Obesidade no Feminino


Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (World Health Organization, 1997), o excesso de peso e a obesidade têm aumentado muito nas últimas décadas em quase todos os países ocidentais. Em Portugal, a incidência da obesidade é actualmente estimada em 13 por cento para o sexo masculino e em 15 por cento para o sexo feminino. Prevê-se que, se nada se fizer, no ano de 2025 metade da população portuguesa venha a ser obesa.

A obesidade nas mulheres tem um impacto psicológico, físico e reprodutivo, afectando áreas específicas como fertilidade, tendência para ovário poliquístico, complicações na gravidez, influência no desenvolvimento do feto, complicações na menopausa e cancros femininos.

Dos problemas que resultam da obesidade na gravidez destacam-se a diabetes gestacional, taxas mais elevadas de abortos espontâneos, pré-eclampsia, tromboembolismo venoso, cesarianas e complicações no pós-parto.

Segundo vários estudos, o aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) nas mulheres tem maior influência sobre o risco de contrair diabetes tipo 2 do que nos homens.

Com a idade as mulheres obesas desenvolvem frequentemente diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia (colesterol e/ou trigliceridos aumentados), doenças cardiovasculares, cancro e doença de Alzheimer.

Fonte: "As mulheres e a obesidade: Mais do que uma questão de cintura." Edição Abbott (2007)
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