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O SEGREDO DE ANN NIXON COOPER


Atlanta não é só a cidade da Coca Cola e da CNN. É também a cidade de Martin Luther King e de uma importante comunidade negra. Talvez tenha sido por isso que o presidente eleito dos Estados Unidos Barack Obama, no seu discurso da vitória em Chicago, tenha escolhido a Senhora Dona Ann Nixon Cooper, 106 anos (nasceu a 9 de Janeiro de 1902 em Shelbyville no Tennessee), como símbolo do século americano, um século que viu, ainda que lentamente e a custo, a segregação racial ser vencida. Filha de escravos, só em 1965, já depois do famoso discurso de "I have a Dream" de Luther King, Ann Cooper, então com 63 anos, pôde votar. Passados 43 anos não só pôde votar como pôde votar, na companhia dos repórteres da CNN, no candidato negro vencedor.

Cento e seis anos é uma bonita idade. Mas o exemplo de Ann Cooper e de muitos outros mostra que não é impossível chegar lá. É até cada vez mais possível chegar lá. As mulheres têm maior probabilidade do que os homens: nos 89 supercentenários (pessoas com mais de 110 anos) em todo o mundo 79 são mulheres e só 10 são homens (já agora, a segunda pessoa mais velha do mundo e a pessoa mais velha da Europa é uma mulher portuguesa, Maria de Jesus, moradora em Corujo, Tomar, com a muito bonita idade de 115 anos). Como que a dar razão às estatísticas, o marido de Ann Cooper morreu há muito, com 68 anos.

Qual é o segredo da longevidade de Ann Cooper na sua longa vida na terra da Coca Cola? Não, essa bebida não é o elixir da longa vida. A CNN perguntou-lhe e ela respondeu, com desconcertante simplicidade, que o segredo da longa vida era a alegria de viver:
"I don't know how it happened, but being cheerful had a lot to do with it. I've always been a happy person, a giggling person -- a wide-mouthed person!"
Viver alegre é viver bem até aos 100 e depois disso...
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