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ANTI CANCRO - Um novo estilo de vida

David Servan-Schreiber é médico, investigador e autor do livro "Anti Cancro - Um novo estilo de vida" (Caderno, Agosto 2008). O livro revela as mais recentes descobertas para a prevenção e tratamento do cancro, e dedica um longo capítulo (capítulo 8) aos alimentos.
Ele próprio atingido por um cancro há quinze anos, descreve o seu confronto com a doença e como a superou. Começa assim a introdução:
"Existe um cancro adormecido em todos nós. À semelhaça de todos os seres vivos, o nosso organismo produz constantemente células defeituosas. É assim que surgem os tumores. Mas o nosso organismo também está equipado com mecanismos que detectam e controlam essas células. No Ocidente, uma pessoa em cada quatro morrerá de cancro, mas três em cada quatro não morrerão. Os seus mecanismo de defesa entrarão em acção, e elas morrerão devido a outras causas."

Através de resultados positivos provados científicamente, o autor defende que através de hábitos de vida saudável, podemos aumentar as defesas naturais e assim prevenir o cancro ou melhorar a eficácia dos tratamentos e prolongar a vida.
"(...) Todas as investigações sobre o cancro são unânimes: os factores genéticos contribuem, no máximo, em 15% das mortes por cancro. Em resumo, a fatalidade genética não existe. Podemos aprender a proteger-nos.
Deve ficar desde já esclarecido que, actualmente, não existe qualquer método alternativo para curar o cancro. É completamente insensato tentar curar esta doença sem recorrer aos melhores métodos da medicina convencional ocidental: a cirurgia, a quimioterapia, a radioterapia, a imunoterapia e, em breve, a genética molecular.
Do mesmo modo, é completamente insensato confiar apenas nesta abordagem puramente técnica e menosprezar a capacidade do nosso organismo de se proteger de tumores. Podemos tirar partido desta protecção natural tanto para prevenir a doença como para aumentar os benefícios dos tratamentos. "

"Em suma, as estatísticas que nos apresentam sobre a sobrevivência ao cancro não fazem distinção entre as pessoas que se contentam em aceitar o veredicto médico e aquelas que mobilizam as suas próprias defesas naturais. Dentro da mesma «média», incluem-se aqueles que continuam a fumar, a expor-se a outras substâncias cancerígenas, que fazem uma alimentação tipicamente ocidental - um fertilizante para o cancro, como teremos oportunidade de verificar - que continuam a fragilizar o seu sistema imunitário com demasiado stresse e pouco controlo sobre as emoções, ou que se esquecem do próprio corpo privando-o de actividade física. E, dentro desta «média», há aqueles que vivem muito mais tempo. Isto deve-se, provavelmente, ao facto de terem galvanizado as suas defesas naturais ao mesmo tempo que eram submetidos a tratamentos convencionais. Encontraram harmonia graças a este simples quarteto: desintoxicação de substâncias cancerígenas, alimentação anti-cancro, actividade física adequada e busca de paz de espírito (...)
Nem sempre é uma decisão consciente que faz com que se opte por este caminho. Por vezes, é a própria doença que nos leva a ele. Em chinês, a ideia de «crise» é escrita com a combinação de dois caracteres: «perigo» e «oportunidade». O efeito ameaçador do cancro cega-nos; torna-se difícil para nós alcançar o seu potencial criativo. Em muitos aspectos, a minha doença mudou a minha vida para melhor, de uma maneira que eu nunca poderia ter imaginado quando pensava que estava condenado. Começou pouco depois do diagnóstico..."
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