quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sabores do Mundo


O"Salone Internazionale del Gusto", uma iniciativa que se realiza de dois em dois anos organizada pelo movimento Slow-Food Internacional, decorrá este ano no mês de Outubro na cidade de Turim em Itália, conjuntamente com o evento Terra Madre.

A iniciativa reunirá 5000 produtores de alimentos de todo o mundo, além de 1000 chefs de cozinha, 1000 jovens, 400 pesquisadores e 170 mil visitantes.

Saiba mais sobre o movimento "slow-food" e o "Terra Madre" aqui.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Frutas Contra o Cancro


Os figos, as uvas, a manga, as azeitonas e os morangos contêm um composto chamado lupeol, que beneficia a acção da quimioterapia, no tratamento contra o cancro. O lupeol é um triterpeno encontrado em muitas plantas, com uma forte acção anticancerígena. O interesse por este composto na luta contra vários tipos de cancro, tem crescido por se ter provado ser eficaz em muito baixas concentrações. As propriedades medicinais do lupeol incluem forte poder antioxidante, antimutagénico, anti-inflamatório e antiartrítico.

É caso para dizer: "Pela sua saúde, coma fruta!"

Fonte da Imagem:http://www.tudook.com/receitasespeciais/images/p222_1_00.png
Sítios Consultados:http://grouppekurosawa.com/blog/2006/01/lupeol-newest-natural-medicine-anti.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lupeol
http://www.nature.com/onc/journal/v23/n30/abs/1207641a.html

segunda-feira, 28 de julho de 2008

As Propriedades Medicinais da Melancia


A Melancia (Citrullus lanatus) é um fruto rasteiro, originário de África e é cultivada ou aparece quase espontaneamente em áreas secas e de solo arenoso. Campeã de baixas calorias (31kcal/100g), é constituída por cerca de 90% de água e contém vitaminas do complexo B e sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro. A sua polpa vermelha contém licopeno e o betacaroteno, antioxidantes que lhe conferem propriedades anti-cancerígenas e anti-envelhecimento.

Recentemente Bhimu Patil, diretor do Fruit and Vegetable Improvement Center e professor da Texas A&M University, afirmou que a melancia tem ingredientes que produzem efeitos nos vasos sanguíneos semelhantes aos do Viagra e podem também aumentar a libido.

O fitonutriente presente na melancia que tem atraído a atenção dos cientistas é a citrulina, que tem a capacidade de relaxar os vasos sanguíneos, da mesma forma que o Viagra o faz. Quando a melancia é consumida, a citrulina é convertida em arginina por enzimas. "A arginina estimula a produção de ácido nítrico, que relaxa os vasos, o mesmo efeito básico que o Viagra tem para tratar a impotência e até mesmo preveni-la", afirma Patil.

Os cientistas reconhecem que a impotência pode ser causada também por problemas psicológicos, mas afirmam que uma quantidade extra de ácido nítrico pode ajudar aqueles que precisam de um maior fluxo sanguíneo, o que também é útil no tratamento de problemas cardiovasculares.

"A melancia pode não ser tão direccionada ao órgão em questão como o Viagra, mas é uma óptima maneira de relaxar os vasos sanguíneos sem nenhum efeito colateral", afirma Patil.

Para escolher uma boa melancia dê uma pancadinha com o dedo na casca. Se o som for oco, pode comprar. Depois de aberta deve conserva-la no frigorífico por quatro dias.

Fonte:O GloboOnline/Ciência

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Atletas de alta competição com elevado risco de asma

Informação recebida através da Newsletter da Universidade do Porto, que pode consultar aqui.

Um estudo internacional, no qual participaram investigadores do Serviço de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do Serviço de Imuno-Alergologia do Hospital S. João, demonstrou que os atletas de alta competição têm um risco muito elevado de sofrerem de asma. Os praticantes de desportos de resistência (como maratonistas, ciclistas e nadadores) são os mais atingidos, demonstra o trabalho publicado em Junho na revista científica Allergy - uma das mais reputadas edições científicas do Mundo.

Tem vindo a registar-se um aumento no número de atletas que apresenta queixas respiratórias e que têm necessidade de tomar fármacos para alívio da sintomatologia da asma. Embora esta medicação possa e deva ser prescrita aos atletas, muitos desportistas resistem a adoptar o tratamento por este possuir substâncias que constam da lista de produtos proibidos. Contudo, os medicamentos de alívio dos sintomas da asma, como os beta-agonistas inaláveis, não melhoram o desempenho de atletas saudáveis, servindo apenas para restabelecer a capacidade de respirar daqueles que são afectados por asma brônquica.

Preocupados com o subdiagnóstico e o subtratamento da asma - que parece resultar da dificuldade de estabelecer o diagnóstico e do receio da medicação - a Academia Europeia de Alergologia e Imunologia Clínica e a Sociedade Respiratória Europeia criaram uma "task force", com a qual a equipa da FMUP colabora, com o objectivo de estabelecer critérios de diagnóstico e normas de tratamento da asma e das alergias entre os atletas de topo.

Os cientistas relacionam a elevada prevalência de asma entre os atletas de alta competição com os largos períodos que estes desportistas passam com ventilação aumentada. O aumento da ventilação é um resultado natural da prática de exercício físico muito exigente, por longos períodos de tempo. Certos factores ambientais também promovem o aparecimento de asma nos atletas, como a exposição a ar muito frio durante os treinos ou a exposição a substâncias poluentes como os derivados de cloro.

As queixas respiratórias após a prática de exercício intenso são relativamente comuns, mas nem todas resultam da existência de asma, podendo ser uma tarefa bastante difícil destrinçar a asma induzida por exercício das limitações fisiológicas respiratórias que advêm de uma carga de exercício físico demasiado elevada.

O desporto não está contra-indicado nos asmáticos, pelo contrário: há evidência científica de que os asmáticos beneficiam da prática de exercício físico. O panorama encontrado entre os desportistas de elite tem que ver com as condições extremas de treino a que estão sujeitos e com certos irritantes aos quais estão continuadamente expostos (um nadador inala, por dia, uma quantidade maior de derivados de cloro do que o máximo permitido por lei em ambiente laboral, por exemplo). Mesmo assim, a asma nestes atletas pode ser controlada com a medicação e o acompanhamento certo. OM/FMUP

Fonte: http://newsletter.up.pt/pt/actualidade/1565/?page=1

terça-feira, 22 de julho de 2008

DIETAS EXPRESSO, SIM OU NÃO ?


A resposta é claramente NÃO!
O corpo humano está programado para ganhar peso, por uma questão de sobrevivência, já que ao longo da evolução o Homem enfrentou momentos graves de escassez de alimentos. Contra a genética não vale a pena lutar, porque quanto mais nos submetemos a dietas restritivas, mais malabarismos o organismo fará para recuperar o peso perdido. É tudo uma questão de sobrevivência. Fazer dietas de muito baixas calorias gera um ciclo de fome-compulsão. A propósito disto, transcrevo um parágrafo do livro "You-A Sua Dieta" (Lua de Papel, 2008), muito esclarecedor:

"Nesta coisa de dietas, chicotear a gordura com a arma da força de vontade é o mesmo que suster a respiração debaixo de água. Podemos aguentar durante algum tempo, mas por mais mentalizados que estejamos, a dada altura, o nosso corpo - a nossa biologia - obriga-nos a vir à superfície para sorver o ar com intensidade. E em quase todas as dietas, o corpo acaba também por nos obrigar a sorver não o ar mas a comida."


O segredo então é não lutar contra a natureza do corpo. A primeira lição a tirar é que para emagrecer, não se deve passar fome. A segunda lição é que precisamos de tempo para emagrecer e, tanto mais tempo quantos mais quilos estiverem a mais. Concordo que perder muitos quilos em poucos dias é tentador, mas quando isso acontece não se perde só gordura. Perde-se também músculo, o que leva a que o metabolismo desacelere, isto é, gaste menos energia. Quando o peso perdido volta, o que acontece inevitavelmente, é sempre exclusivamente à custa de GORDURA. Para evitar este ciclo vicioso, a que muitos chamam o efeito ió-ió, o ideal é perder peso lentamente, sem passar fome e com a ajuda de uma actividade física de intensidade moderada, mas de longa duração (caminhada de 60 a 90 minutos por dia, por exemplo).
Procure um nutricionista que lhe estabelecerá objectivos de peso, indica-lhe as melhores opções alimentares e, pode ficar com a certeza, que emagrece lentamente, mas de modo saudável e consistente.

Fonte da Imagem:http://www.fapex.org.br/Noticias/Noticia.aspx?id=276

sexta-feira, 18 de julho de 2008

ROMÃ NO COMBATE AO CANCRO DA PRÓSTATA


Um estudo publicado na revista “Clinical Cancer Research” concluiu que beber um copo de sumo de romã diariamente pode ser um meio de combater o cancro da próstata e de reduzir as células cancerígenas. Allan Pantuck, médico autor do estudo, professor do Departamento de Urologia da Universidade da Califórnia afirmou: «Esperamos que o sumo de romã constitua uma nova estratégia para aumentar a sobrevivência dos homens que tenham sido tratados ao cancro da próstata».

O sumo de romã reduz em trinta e cinco por cento a velocidade de aumento do antigénio específico da próstata

segunda-feira, 14 de julho de 2008

A CAFEÍNA NO DESPORTO


É sabido que o consumo de cafeína melhora o desempenho físico e reduz o cansaço em atletas que praticam modalidades desportivas de endurance. Quem não se lembra do Boavista campeão nacional (2000-2001) com a "ajuda" do café?

O efeito parece ser conseguido devido ao facto de a cafeína aumentar a libertação de adrenalina no sangue que estimula a utilização dos ácidos gordos pelo músculo esquelético. Os músculos exercitados (treinados) utilizam previamente a gordura na actividade física, reduzindo ou retardando a necessidade de usar as suas reservas de glicogénio. Isto tem como resultado o aumento da resistência física e a redução do cansaço. Mas atenção, a substância parece actuar com menor intensidade em atletas que consomem cafeína em excesso, ou nos que já estão habituados a ela. O melhor é tomar café apenas nos dias em que vai haver competição.

O que não se sabia ainda, é que a cafeína deve ser ingerida também após a competição, porque ajuda a repôr as reservas de glicogénio no músculo mais rapidamente, quando associada a hidratos de carbono. É o que diz um estudo Australiano que mostrou pela primeira vez que o consumo de cafeína após a actividade física pode melhorar a recuperação. O glicogénio, a principal fonte de energia do músculo durante a actividade física, é reposto em maior quantidade e mais rapidamente quando se ingerem hidratos de carbono associados à cafeína.

domingo, 13 de julho de 2008

Voos Longo Curso Perigosos para Doentes Pulmonares e Cardíacos


Uma equipa de investigação do Serviço de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) lança o alerta aos viajantes com doenças cardíacas ou pulmonares: as viagens de avião, sobretudo as de longo curso, diminuem significativamente os níveis de oxigénio na corrente sanguínea e podem ser perigosas se a doença não estiver devidamente controlada.

Os cientistas da FMUP avaliaram os níveis de oxigénio presentes na corrente sanguínea de 10 indivíduos saudáveis que fizeram vinte voos de longo curso e dez de curta distância. Os viajantes utilizaram um oxímetro de pulso que registou continuamente os níveis de hipoxemia (oxigénio no sangue), bem como os diferentes ‘acontecimentos’ da viagem (refeições, deslocações dentro do avião, etc.)

De acordo com o pneumologista e investigador da FMUP, João Carlos Winck líder desta investigação, os níveis de oxigénio no sangue dos passageiros analisados diminuiu significativamente, especialmente entre os que realizaram viagens de longo curso. Nestes, a variação do nível de oxigénio desceu, em média, mais de 10%.

Os efeitos das alterações da pressão do ar sobre a variação do oxigénio no sangue são há muito conhecidos e bem tolerados pelas pessoas saudáveis. No entanto, os cientistas temem que o aumento do número de viajantes que utiliza o avião como meio de transporte (actualmente cerca de um bilião por ano) e o inevitável envelhecimento da população, provoquem um aumento no número de ocorrências médicas a bordo dos aviões comerciais.

As conclusões desta investigação original da FMUP foram publicadas, em carta ao Editor, numa das mais reputadas revistas científicas deste ramo da Medicina – o European Respiratory Journal. OM/FMUP

Fonte: Newsletter da Universidade do Porto (11.Julho.2008)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

SPA Macrobiótico de Luxo

Está prestes a abrir em Espanha na Praia de Albir, província de Alicante, o primeiro SPA europeu baseado na macrobiótica ( a palavra SPA deriva da expressão latina "salute per aqua"). A SHA Wellness Clinic tem vista para o Mediterrâneo e está rodeada pelo Parque Natural da Serra Gelada. É um complexo turístico de luxo que promete bem-estar através de tratamentos que combinam terapias orientais como yoga, shiatsu, tai chi e alimentação macrobiótica, com técnicas ocidentais de medicina estética não invasiva e métodos anti-envelhecimento.

O Japonês Michio Kushi, 82 anos, reconhecido mundialmente como o pai da moderna macrobiótica, dirigirá a clínica durante seis meses e acredita que a alimentação ajuda a encontrar o equilíbrio físico e mental do ser humano: «Os alimentos não servem apenas para sustentar o corpo, convertem-se em energia para a mente. Não somos mais do que aquilo que comemos. A alimentação é a base de tudo».

A SHA Wellness Clinic é propriedade da família Bataller que experimentou e quer partilhar os benefícios para a saúde da alimentação macrobiótica.

Imagem: http://www.easier.com/view/Travel/Hotels/article-177908.html

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Workshop de Alimentação Vegetariana e Macrobiótica

Informação recebida da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN):

As inscrições já começaram!
Limite de Inscrições: 20
Data:19 de Julho de 2008 (sábado)

Horário:9,00h – 18,30h
Organização:Associação Portuguesa dos Nutricionistas
Local:
Associação Portuguesa dos Nutricionistas
Rua João das Regras nº 284 - R/C 3, 4000-291 Porto

Objectivo:
O objectivo deste curso é permitir adquirir ou relembrar conhecimentos sobre alimentação vegetariana e macrobiótica.
Destinatários:
Nutricionistas, Sócios da Associação Portuguesa dos Nutricionistas

Ver programa e ficha de inscrição aqui.

terça-feira, 8 de julho de 2008

ALCOOLISMO - Novas Moléculas contra o Vício

"Novas moléculas contra o vício" é o título de um artigo sobre novos medicamentos no tratamento do alcoolismo que transcrevo da revista Courrier Internacional (Julho 2008), publicado na Science em 11.04.2008 assinado por Greg Miller.

"Os problemas de álcool de Jennifer tiveram início aos 30 anos, quando o seu casamento começou a deteriorar-se. Em Washington, para onde esta californiana foi viver, após a separação, bebia uma garrafa de litro e meio de vinho enquanto a filha estava na escola e esvaziava outra ao fim do dia. Por duas vezes, acabou nas urgências, submetida a desintoxicações.

Gradualmente, foi perdendo o controlo da sua vida. No ano passado, aos 36 anos, apresentou-se como voluntária para um estudo sobre o tratamento contra o alcoolismo, efectuado pelo Instituto Nacional da Saúde de Bethesda, Maryland. Submeteu-se a um exame médico, preencheu uma série de questionários e aceitou participar num teste em que um investigador lhe ofereceu um copinho de vodca que teve apenas de cheirar. Sem beber. «As mãos ficaram húmidas e comecei a salivar. Imaginava-me a beber cocktails com amigos, numa esplanada, numa noite quente de Verão», recorda.

Durante as quatro semanas seguintes, Jennifer permaneceu no Hospital, tomando um comprimido por dia. Num teste cego, ignorava se o comprimido era um placebo ou um medicamento destinado a atenuar os efeitos da tensão no seu cérebro. O estudo, dirigido por Markus Heilig, director de investigações clínicas do Instituto Nacional Americano sobre o Abuso de Álcool e Alcoolismo (NIAAA), tem por objectivo testar um medicamento que espera que ajude aqueles que descreve como «alcoólicos ansiosos»: os que não consomem pela sensação de satisfação que o álcool lhes possa dar, mas pelo alívio. O álcool liberta-os do stresse psicológico diário ou do stresse fisiológico ligado à falta de álcool, quando o corpo desenvolveu dependência.

(...) Na opinião pública, porém, como entre certos médicos não especialistas, continua-se a pensar que é a vontade - e não os medicamentos - que permite deixar a dependência. Marco Willenbring, director de investigação de tratamentos e processos de recuperação do NIAAA, discorda. «É como dizer: para quê tratar a diabetes com insulina? Porque não ensinar simplesmente os diabéticos a comer e a fazer exercício?» Se as terapias comportamentais são eficazes em numerosos doentes, o certo é que dão melhores resultados quando apoiadas com medicamentos que permitam reduzir a pressão da dependência, afirmam Willenbring e outros especialistas.

Há três moléculas que já são autorizadas no tratamento da dependência do álcool, nos Estados Unidos, mas nem todos os doentes reagem da mesma maneira. No caso do naltrexone, autorizado em 1994, que suprime todas as sensações agradáveis e efeitos euforizantes do álcool, por inibição dos receptores opióides do cérebro, a genética permite entender a razão por que certos alcoólicos reagem melhor do que outros. É o que explica Charles O'Brien, médico e psicofarmacólogo da Universidade da Pensilvânia, um dos primeiros a ter promovido a utilização de medicamentos no tratamento do alcoolismo. (...)

(...) Estudos epidemiológicos e clínicos identificaram duas grandes categorias de doentes. Os atingidos por «alcoolismo de recompensa», em que o álcool provoca sensações fortes, excitação, desinibição... são em geral, pessoas com antecedentes familiares de alcoolismo e que tiveram problemas associados ao álcool durante a adolescência ou por volta dos 20 anos. Segundo Heilig, são os que respondem melhor ao naltrexone. Quanto ao segundo tipo, o "alcoolismo de ansiedade", atinge bebedores moderados que, pelos 30 ou 40 anos, desenvolvem problemas de dependência mais sérios. Bebem para se livrarem do stresse e da ansiedade e o naltrexone é pouco eficaz neles. (...)

(...)Heilig realizou outro estudo com alcoólicos ansiosos. Foi nesse que participou Jennifer. Administrou-lhes um medicamento que age sobre outro mecanismo do stresse, inibindo um receptor da substância P, neurotransmissor que age sobre os mecanismos da dor e do stresse. Num painel de 50 alcoólicos em recuperação que, segundo o questionário, apresentavam um forte nível de ansiedade, o estudo provou que o tratamento elimina o stresse e as emoções negativas que levam os alcoólicos ansiosos a consumir.

Uma vez terminado o estudo Jennifer ficou a saber que fizera parte da amostra que recebeu o medicamento, não o placebo. Afirma ter sentido diferença quando lhe voltou a ser apresentado o copo de vodca: «Dessa feita, não me imaginei numa situação ideal e não associei o álcool a momentos agradáveis. Não tive vontade de ir buscar cubos de gelo e sumo de fruta, como da primeira vez».

Outros investigadores concordam que as perspectivas parecem prometedoras. Resta confirmar se a molécula testada permite reduzir o consumo de álcool nos doentes atingidos por problemas de dependência.

Apesar destas incertezas, os investigadores que trabalham há muito sobre o alcoolismo estão bastante optimistas. De acordo com Willenbring, dentro de cinco a dez anos, esta área terá o seu momento de glória(...)
Se assim for, a proporção, até agora incrivelmente pequena, de doentes que recebem tratamento eficaz contra o alcoolismo, poderá, enfim, crescer."


Imagem: http://mundoemchamas.googlepages.com/MZ05-Alcoolismo.jpg/MZ05-Alcoolismo-full.jpg

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O PANDA DO KUNG FU

Estreou no início deste mês um novo filme de animação dos mesmos criadores de Shrek, intitulado "O Panda do Kung Fu". Este filme aborda subtilmente a questão da obesidade e contém mensagens positivas para todos. Através da imagem do panda, um animal gordo com pouca agilidade e dinamismo, os criadores de O Panda do Kung Fu quebram o esteriótipo dos praticantes das artes marciais. "Po" é o nome do panda que se entrega de peso e coração à tarefa de se tornar um herói de Kung Fu e acaba por descobrir que a sua maior fraqueza afinal se transformou na sua maior força. Um exemplo a não perder...

Sinopse
"Vivaço, grande e um pouco trapalhão, Po (Jack Black na versão original; Marco Horácio na versão portuguesa) trabalha no restaurante da sua família, enquanto passa os dias a sonhar em tornar-se Mestre de Kung Fu. Os seus sonhos rapidamente se tornam reais quando é escolhido, inesperadamente, para se juntar ao mundo do Kung Fu e treinar ao lado dos seus ídolos – os lendários Tigresa, Grou, Louva, Víbora e Macaco, tendo ainda como líder, o guru deles, o Mestre Shifu. Mas sem se aperceberem, o vingativo e traiçoeiro leopardo das neves, Tai Lung, vai atrás deles e Po vai ter de defender todos da ameaça que os espera. Conseguirá ele transformar os seus sonhos de se tornar um herói de Kung Fu em realidade?"

Imagem: http://images.allmoviephoto.com/

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A EVA E A MAÇÃ


Transcrevo anedota que circula na Net (na imagem "Adão e Eva", de Albrecht Duerer, 1504):

No início, Eva não queria comer a maçã.
- Come - disse a serpente - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva.
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Não!
- Serás imortal.
- Não!
- Serás como Deus!
- Não e NÃO!
A serpente já estava desesperada e não sabia o que fazer para que
a Eva comesse a maçã. Até que teve uma ideia.
Ofereceu novamente a fruta e disse:
- Come, boba! Emagrece!

terça-feira, 1 de julho de 2008

A COCA-COLONIZAÇÃO


Nos anos 50 do século passado alguns epidemiologistas americanos baptizaram o seu modelo alimentar com o termo Coca-colonização. Acho-o curioso, até porque a Coca-Cola simboliza o american way of life em virtude das grandes campanhas publicitárias que a empresa tem efectuado. Choca-me, no entanto, que se incentive o consumo desse refrigerante em bebés, como acontece num antigo cartaz com o título: Para melhor começar na vida comece com a Coca-cola mais cedo!

Do ponto de vista da nutrição, o início do consumo generalizado de Coca-Cola coincidiu com grandes alterações alimentares que levaram aos conhecidos números da epidemia da obesidade nos Estados Unidos.

Obviamente que a Coca-Cola não é a única responsável, mas os consumos desta bebida e de outros refrigerantes similares estão intimamente relacionados com os índices de obesidade uma vez que eles contêm demasiado açúcar. A água foi trocada por bebidas açucaradas.

A título de exemplo, atente-se nas estatísticas: o consumo de refrigerantes por pessoa e por ano na Bélgica, passou de oito litros em 1950 para 50 litros em 1970 e para 89 litros em 1999. O consumo anual por pessoa de alimentos com muita gordura e açúcar, como bolachas, croissãs, “gaufres”, pastéis, folhados, etc., passou de um quilograma em 1960 para 21 kg em 1995! Estes dados são suficientes para se perceber quando teve lugar a maior e mais prejudicial revolução alimentar experimentada pelo homem no decurso da sua história.

Em 1972, o médico inglês John Yudkin, pioneiro das ciências da alimentação e autor do famoso livro sobre o açúcar Pure, white and deadly (1975), formulou o chamado modelo dos 70 libras e 20 anos: Quando uma dada população consome anualmente 70 libras (cerca de 35 kg) de açúcar por pessoa durante 20 anos, passa a haver uma relação com o aumento da frequência das doenças ditas de civilização, como diabetes, hipertensão, obesidade e doenças cardiovasculares.

Ora é isso mesmo que está a acontecer na Europa. O consumo de açúcar nos países da União Europeia passou de 600 gramas por pessoa e por ano em 1780 para oito quilogramas um século mais tarde com a introdução do açúcar de beterraba. Em 1985 cada pessoa consumia num ano 32 kg em França, 38 kg na Bélgica, 41 kg na Grã-Bretanha e de 54 a 63 kg nos Estados Unidos (conforme os estados). Os consumos continuam perigosamente a aumentar. Os americanos atingiram níveis difíceis de superar e nós, europeus, vamos pelo mesmo caminho.


Bibliografia:
Médart, J. (2007),Guia Prático Climepsi da Nutrição, Climepsi Editores.