A Dieta de Hitler


"Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és". Adolf Hitler, o Fuehrer da Alemanha nazi, era vegetariano, mas um vegetariano algo estranho. Ele dizia que os elefantes eram o animal mais forte porque não comiam carne e acreditava que os judeus tinham venenos na barriga graças à sua alimentação de carne. O livro "The Sex Life of Food" de Bunny Crumpacker (New York: Thomas Dunne Books, 2006) esclarece-nos sobre a dieta do ditador:

"Começava o dia, segundo conta o seu mordomo, com oito biscoitos, dois copos de leite quente e uma tablete de chocolate amargo, cuidadosamente partida em pedacinhos. O almoço era a sua refeição preferida e começava sempre com uma sopa de legumes. No livro "The Woman who Lived in Hitler's House", Pauline Kohler, uma das suas criadas, listou os ingredientes da sopa Berchtesgaden: cebola, aipo, salsa, batatas, nabos, cenouras, nozes, maçãs, água, farinha e sal. Depois da sopa vinha peixe com molho de manteiga (apesar de os elefantes não comerem peixe - nem aliás biscoitos, nem chocolate, nem molhos de manteiga), batatas salteadas e uma taça de nozes. O jantar era uma refeição simples, talvez apenas puré de batata, ou uma salada de tomate.

Como muitos vegetarianos, Hitler era viciado em chá. Bebia chás de ervas e infusões à base de flores e cascas. Também bebia café - grandes quantidades de café, 16 ou mais chávenas por dia, e depois ficava agitado sem conseguir dormir. Adorava doces e muitas vezes comia 1 kg de chocolates - com mais cafeína - num só dia. Comia enormes quantidades de manteiga - 250 g por dia - e ovos".


Há dietas vegetarianas mais equilibradas. De qualquer modo, o facto de Hitler ser vegetariano, não quer dizer que ser vegetariano é mau. Entre os adeptos desse estilo alimentar encontram-se Paul McCartney, Madonna, Leon Tolstoy, Albert Schweitzer, George Bernard Shaw e Mahatma Gandhi.
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