A DIABETES GESTACIONAL

A Diabetes Gestacional (DG) ocorre em 2 a 5 por cento de todas as mulheres grávidas. É definida como qualquer grau de intolerância aos hidratos de carbono reconhecida pela primeira vez durante a gravidez e surge mais frequentemente no terceiro trimestre de gestação. Pode permanecer ou desaparecer após o parto.

O risco de desenvolver DG está mais aumentado em mulheres que apresentem um ou mais dos seguintes factores:
-idade > 35 anos;
-IMC>30 kg/m2;
-antecedentes de DG;
-quatro ou mais partos;
-história familiar de diabetes (parentes directos);
-maus antecedentes obstétricos (2 ou mais abortamentos);
-história de macrossomia fetal (peso ao nascer superior a 4 kg)

A complicação materna mais frequente é a hipertensão no decurso da gravidez. Quanto ao recém-nascido, tem risco aumentado de nascer com peso excessivo e sofrer traumatismos no parto, entre outros. A hiperglicemia materna aumenta igualmente o risco de morte fetal in útero.

O tratamento passa pela limitação do consumo de hidratos de carbono, principalmente os de assimilação rápida, e exercício físico. Nos casos em que a alimentação e o exercício não são suficientemente eficazes no controle glicémico, o tratamento é realizado com insulina. No entanto, alguns endocrinologistas, equacionam a possibilidade do tratamento da DG poder ser feito com antidiabéticos orais.
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