Pular para o conteúdo principal

ALIMENTAÇÃO NA TERCEIRA IDADE


Actualmente, dado o avanço do conhecimento científico e tecnológico, acredita-se que a potencial esperança de vida do ser humano se situa entre os 110 e os 120 anos. No entanto, muito poucas pessoas vivem até essa idade...

Envelhecer é um processo que começa no momento do nascimento e termina com a morte. Durante o período de crescimento, os processos de construção dos tecidos sobrepõem-se às alterações degenerativas. Quando o corpo atinge a maturidade fisiológica, a mudança degenerativa vai-se tornando superior à taxa de regeneração celular, do que resultam perdas celulares diminuindo a função orgânica e a quebra do consumo energético.

Durante o processo podem ocorrer perdas sensoriais, como diminuição da sensibilidade do paladar e do olfacto, perda de apetite, dificuldade em mastigar, azia, obstipação, intolerância à lactose, isolamento social, incapacidade física, o que faz com que este grupo etário seja vulnerável a situações de desnutrição.

A maior parte dos idosos conserva os hábitos alimentares que praticou durante toda a vida, mas serão necessárias algumas modificações de acordo com as novas necessidades que advêm do lento processo de envelhecimento. É certo que a vida se mantém com menos calorias, mas continua a exigir nutrientes reguladores (vitaminas, minerais, fibras, antioxidantes, ácidos gordos e aminoácidos essenciais) que devem sempre ser fornecidos pelos alimentos.

Uma dieta baixa em gorduras, sal e açúcar, reduzida de proteínas animais (100 g de peixe ou carne por dia, não mais), constituída principalmente por alimentos frescos e variados com quantidades significativas de vegetais crus e fruta, fortalece o sistema imunitário, torna mais lento o processo de envelhecer e mantém a pessoa mentalmente activa.

A ingestão de alimentos deve ser repartida ao longo do dia, de forma a evitar refeições demasiado próximas ou demasiado afastadas. São desejáveis intervalos com cerca de 3 horas e meia a 4 horas entre as refeições, no máximo, devendo ser pouco volumosas e muito fáceis de digerir.

O jejum nocturno não pode exceder 10 horas porque a frequência crescente de idosos que morrem durante a noite é consequência do mau hábito de quase não jantarem e de nada comerem quando vão para a cama. Surge então a hipoglicémia (baixa de glicose no sangue) que, associada à deficiente irrigação cerebral ou cardíaca, pode ser fatal. A solução está em fazer uma refeição ligeira, por exemplo chá e bolachas, antes de deitar.

As pessoas idosas geralmente sentem menos sede, mas devem beber diariamente água, chá, sumos ou outras bebidas não alcoólicas, para prevenir a desidratação. A sopa, duas vezes por dia, dá um óptimo contributo para este objectivo.

Em conclusão, os idosos têm de redobrar os cuidados com a sua alimentação e não podem descuidar a actividade física moderada (marcha), que deve ser praticada tanto quanto possível, porque melhora a circulação, ajuda a controlar a tensão arterial, aumenta o apetite e melhora o humor.

Imagem: http://www.aguamineral.com.br/imagens/agua_saude.jpg
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Leite sem lactose não é para diabéticos

Ontem de tarde, durante a consulta de atendimento a diabéticos, um dos utentes pôs-me a questão se o leite sem lactose seria o melhor para os diabéticos. A dúvida faz todo o sentido uma vez que a lactose é o açúcar natural do leite. No entanto, este leite foi criado para pessoas intolerantes à lactose, que não digerem bem o leite por deficiente produção de lactase, a enzima necessária ao desdobramento da lactose.

Então porque é que é que o leite com 0% lactose não é bom para diabéticos?

A lactose é um hidrato de carbono complexo (dissacárido) formada por duas moléculas de hidratos de carbono simples, a glicose e a galactose (monossacáridos). O leite com 0% lactose não tem, de facto lactose, mas tem os seus constituintes, a glicose e a galactose, que são açúcares simples que fazem subir a glicémia (glicose no sangue) mais facilmente. Quem prova este leite não tem dúvidas: ele é mais doce e foi por isso que o referido doente estranhou e me apareceu com o pacote de leite sem lactose na mão…

COUVE LOMBARDA SALTEADA

Ontem para o jantar fiz couve lombarda salteada com bifinhos de peru grelhados.  É um prato super fácil de fazer que se prepara em 15 minutos.

INGREDIENTES (para quatro pessoas)
Meia couve lombarda
1 cenoura
2 colheres de sopa de azeite
2 dentes de alho
sal marinho q.b.

Depois de lavar a couve, corte-a em juliana. Descasque e rale a cenoura. 
Numa frigideira coloque o azeite e os alhos picados até estes começarem a fritar. Junte a couve, a cenoura e um pouco de sal. Deixe cozinhar cerca de oito minutos mexendo com frequência (se gostar da couve mais cozida deixe cozinhar mais tempo). Está pronto! 

Acompanhei com bifinhos de peru grelhados, temperados com pimenta, pouquíssimo sal, mas com muito sumo de limão. 

Esta couve também fica bem a acompanhar qualquer tipo de peixe.
Experimentem!

O segredo de cozinhar bróculos verdes e nutritivos

Do livro "A cozinha é um laboratório" (Fonte da Palavra, 2009) transcrevo alguns conselhos para bem cozinhar os brócolos evitando, dentro do possível, perdas de nutrientes e o desenvolvimento de cores e aromas indesejáveis: "Corte-os apenas na altura de serem introduzidos na água quente. Além de os cortar em pedaços, dê um golpe longitudinal nos pedúnculos. Estes cortes têm como objectivo acelerar a cozedura, dado aumentarem a área de exposição à água quente. Adicione os brócolos à água a ferver, com o lume no máximo. Para minimizar a perda de nutrientes e ter a melhor cor final, não use muita água, nem pouca... no meio é que está a virtude! Deixe o recipiente destapado nos primeiros minutos. Cozinhe-os durante apenas cerca de 5 minutos (ficam mais estaladiços e com uma cor mais bonita). Se não os for consumir logo, passe-os por água muito fria mal sejam tirados do lume, para parar todo o processo. Como melhor alternativa, coza os brócolos em vapor. O resultado será ainda melh…