CARNE DE PORCO "DOLLY" À ALENTEJANA


Os produtos derivados de porcos clonados vão ser comercializados nos supermercados dos Estados Unidos em 2008. Após anos de investigação a FDA (agência americana para a alimentação) deu luz verde à comercialização de carne de porco clonada, porque admite que "a carne e o leite derivados de bovinos, porcinos e caprinos adultos clonados e sua descendência são tão seguros para a alimentação humana como os procedentes de animais convencionais".

Do lado de cá do Atlântico, também a União Europeia considera os produtos de animais clonados seguros para consumo. Em comunicado divulgado em 11 de Janeiro último, a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA) afirma exactamente o mesmo que a FDA, mas demonstra insegurança quando verifica que os animais clonados têm "maior índice de mortes e doenças que os observados nos que se reproduziram de forma convencional".
O Comité Científico da AESA que redigiu a minuta, acredita ainda que a proporção de animais clonados doentes diminuirá à medida que as técnicas de clonagem melhorem.
"Presumindo que os animais doentes são retirados do ciclo alimentar da mesma forma que os procedentes da reprodução convencional", a AESA assinala que é "muito improvável que existam diferenças, em termos de segurança alimentar, entre os produtos com origem clonada e os convencionais". No entanto, adverte que sua opinião se baseia numa tecnologia "relativamente nova, por isso a informação que dispõe é limitada".

Quando a autoridade de segurança alimentar demonstra tanta insegurança, como é que nós, simples consumidores, havemos de nos sentir seguros ao consumir produtos de animais clonados? Espero que a carne de porco "Dolly" à alentejana ou o bacon de porco "Dolly", não cheguem tão cedo às nossas mesas.


Artigo interessante sobre a história da clonagem aqui:História da clonagem

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