COMO OS FITOSTERÓIS BAIXAM O COLESTEROL


Sitosterol, campesterol e stigmasterol são esteróis de origem vegetal, designados por fitosteróis, com estrutura química análoga à do colesterol. Estão presentes em pequenas quantidades nos frutos, legumes, cereais, soja e nos óleos vegetais e têm capacidade de reduzir o colesterol total plasmático e o LDL colesterol. A sua acção hipocolesterolémica parece resultar da inibição da absorção do colesterol no intestino delgado. Esta inibição resulta do facto de haver competição entre os fitosteróis e o colesterol na solubilização da micela, alterando a actividade de enzimas envolvidas no metabolismo e excreção do colesterol. Se assim for, os fitosteróis causam inibição em ambas as formas de colesterol: exógeno (proveniente da dieta) e endógeno (biliar) o que contribui para baixar o colesterol total plasmático.


Nos anos 50 os efeitos benéficos dos esteróis vegetais eram já conhecidos, mas só no final dos anos 90 é que os estudos mostraram que o sitostanol, desenvolvido a partir do esterol vegetal, reduzia mais eficazmente e com máxima segurança as taxas de colesterol sanguíneo. A Finlândia iniciou então (1995) o enriquecimento de margarinas da marca "Benecol" com fitosteróis.

A FDA (Food and Drug Administration) aprovou recentemente a margarina "Benecol" como alimento funcional. Os produtos da marca "Benecol" contêm sitosteróis derivados de uma espécie de "pinus". Actualmente desenvolvem-se outros alimentos funcionais enriquecidos com esteróis derivados de soja, por também competirem com o colesterol no processo de absorção intestinal.

De tudo isto resta-me advertir que os fitosteróis baixam realmente o colesterol plasmático, mas apenas uma pequena quantidade. Por outro lado, pode ficar a ideia de que quantos mais iogurtes ou outros alimentos enriquecidos se comem, mais baixa a taxa de colesterol, o que não é verdade.
O consumo diário de 1,6g de esteróis vegetais em leite magro fermentado reduziu eficazmente o LDL-colesterol em indivíduos com hipercolesterolémia moderada sem efeitos deletérios nos biomarcadores de stress oxidativo." Fonte: American Journal of Clinical Nutrition, Sept 2007, 87(3): 790-796.
Postar um comentário

Postagens mais visitadas