UNIÃO EUROPEIA PÕE TRAVÃO À PUBLICIDADE DOS "ALIMENTOS SAUDÁVEIS"


No dia 1 de Julho de 2007 entrou em vigor o regulamento europeu sobre alegações nutricionais e de saúde nos alimentos. Este documento define as regras que deverão ser seguidas pela indústria alimentar para promover os seus produtos. O vazio legal existente na maioria dos países europeus nesta matéria tem feito proliferar nas prateleiras dos supermercados alimentos enriquecidos com vitaminas, antioxidantes, isoflavonas, oligoelementos, probióticos, prebióticos, ómega-3... tudo em nome da saúde. Anunciam-se iogurtes, cereais, bebidas ou bolachas que "reduzem o colesterol", "melhoram as defesas", "tiram o apetite" ou "reduzem as gorduras" para atrair os consumidores que cada vez mais se preocupam com a preservação da saúde pelos alimentos.

Com a aplicação desta nova legislação, os fabricantes são obrigados a demonstrar cientificamente os efeitos que apregoam. O objectivo é garantir uma rotulagem correcta dos alimentos, com uma informação real e clara para proteger os consumidores de declarações enganosas. A União Europeia já proíbia, de um modo geral, o uso de informação que pudesse induzir o comprador em erro ou que atribuísse propriedades medicinais aos alimentos, mas o crescimento da indústria alimentar e da investigação em novos produtos obrigou a aprovar uma normativa mais específica. A avaliação científica ficará a cargo da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA).
Postar um comentário

Postagens mais visitadas