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ALIMENTAÇÃO MEDITERRÂNICA


O interesse pela alimentação mediterrânica nasce nos anos 50 quando Ancel Keys, investigador americano, verifica que os povos dos países banhados pelo mar Mediterrâneo tinham baixa incidência de doenças cardiovasculares. Em 1959 publica uma primeira versão do livro "How to eat well and stay well, the mediterranean way" (Como comer bem e manter-se são à maneira mediterrânica), onde divulga uma forma aprazível e saudável de comer afinada ao longo de milénios de aperfeiçoamento empírico.

A alimentação mediterrânica, como padrão, refere-se à maneira que Keys encontrou nos anos 50 e 60, e que, ainda hoje é seguida por algumas comunidades da bacia oriental do Mediterrâneo do Sul da Itália, França, Grécia, Catalunha e Portugal.
Os traços comuns que caracterizam as variedades da alimentação mediterrânica podem resumir-se da seguinte forma:

-dia alimentar constituído por 4 a 5 refeições, ajustadas ao esforço físico a desempenhar;
-elevado consumo de pão, alimentos cerealíferos e leguminosas secas;
-produtos hortícolas e frutos em natureza sempre diferentes conforme a época;
-consumo moderado de carne, peixe e ovos;
-vinho traçado com água para acompanhar a refeição;
-consumo elevado de chá e infusões de ervas;
-um bom pequeno-almoço para começar o dia;
-o almoço 'maior' do que o jantar;
-refeições tranquilizantes e apaziguadoras;
-culinária simples e de pouco tempo de lume;
-azeite para temperar e, para cozinhar, também a banha;
-consumo modesto de lacticínios, mais frequente sob a forma de queijo e iogurte;
-durante todo o ano consumo de alhos, cebolas, frutos secos, azeitonas e sementes;
-os dias de festa bem diferentes dos dias comuns, com muita variedade e fartura.

Este modelo alimentar nutricionalmente rico,completo e equilibrado contribuiu, desde há milénios, para propiciar uma velhice sadia.

É importante não trocar estes conceitos válidos praticados desde sempre entre nós, por novos padrões e estilos de vida importados de países com nenhuma tradição de alimentação saudável.
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