RESTRIÇÃO CALÓRICA: UM PASSAPORTE PARA A LONGEVIDADE


Acaba de sair um livro muito interessante sobre longevidade com o título "O Segredo de Okinawa - passaporte para a longevidade" (Sinais de Fogo). Transcrevo aqui um pequeníssimo excerto acerca da importância da restrição calórica.

"Em Okinawa ingerem-se menos calorias do que em qualquer outro lado, e isso ao longo de toda a vida. Mas, como poderá constatar neste livro, não se tratam, em caso algum, de dietas, de privações ou de cálculos complicados! Não, muito pelo contrário. Tratam-se de escolhas alimentares diferentes. No total, em Okinawa come-se bastante mais em quantidade, mas bastante menos em calorias. Pratica-se de um modo muito natural o que os especialistas anti-idade designam como "a restrição calórica"... Esta é a única maneira, real e cientificamente provada, de prolongar os efeitos do envelhecimento.
Mas atenção: a restrição calórica nada tem a ver com a subnutrição! Trata-se de facto, de consumir precisamente aquilo de que o corpo necessita, e nem uma caloria a mais. Não é fácil, mas vale a pena, pois salvo casos particulares, comemos demasiado, ou mesmo em excesso."


Como é fácil de concluir, a alimentação dos okinawanos é baseada na escolha de alimentos com poucas calorias, portanto com uma densidade energética baixa. Alimentos com estas características são fundamentalmente os de origem vegetal (cereais, legumes e frutos), mas a alimentação só fica completa e equilibrada com a presença também dos alimentos de origem animal. Peixe, carne, ovos e lacticínios têm uma densidade energética muito mais elevada, devido à presença de gordura, pelo que são consumidos com muita moderação. Se observarmos com atenção a pirâmide alimentar (ao lado), verificamos que os alimentos que estão no topo (e que por isso são os que se devem consumir em menor quantidade) são as gorduras de adição, carne, ovos e, mesmo no vértice, os doces.

Estas são regras básicas para a prática da alimentação que considero a mais saudável. As provas estão dadas. Cabe a cada um de nós decidir e, depois... o nosso peso é o melhor indicador de que tomamos o rumo certo. Obrigada Okinawa!
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