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EM BREVE CHEGAREMOS AOS 120


Pílulas inteligentes, chips implantados sob a pele, órgãos que voltam a crescer…A revolução científica e médica da longevidade está apenas no início. Em breve viveremos ainda mais anos, e em melhor forma…”Avanços da Ciência, com as respectivas aplicações na Medicina, que vai debelando doenças consideradas incuráveis, modificações do estilo de vida e de alimentação, preocupações crescentes com a qualidade do ambiente têm conseguido prolongar substancialmente esperança de vida do Homem.

A longevidade é seguramente um dos grandes temas da investigação aplicada e tem já um impacte económico considerável. A indústria preocupa-se com a prevenção das doenças e investiga produtos que melhorem a qualidade de vida dos idosos, os ajudem a conservar a memória, a dar-lhes melhor aparência, mais força muscular e vigor sexual. Mas não se iluda o leitor que os novos produtos vêm resolver todos os problemas, porque no que toca a longevidade, cada um trata da sua. É fundamental um estilo de vida sem tabaco e com muito pouco álcool, factores que sabemos encurtam a vida, mas não podemos esquecer que a alimentação está na base da nossa saúde. Senão vejamos: os centenários são, felizmente, cada vez mais activos e numerosos. Existem comportamentos comuns entre eles, independentemente da região do planeta que habitem, nomeadamente em matéria de alimentação. Todos são frugais (o excesso de peso abrange apenas 1% deles). No Japão, ilha de Okinawa, encontra-se a maior percentagem de centenários do mundo e todos eles respeitam a velha filosofia “satisfaz a tua fome apenas em 80%”.

A restrição calórica moderada é factor de longevidade porque activa determinados genes que colocam o metabolismo das células no modo “economia”, o que faz com que os tecidos envelheçam mais lentamente. Já George Cheyne médico que viveu na Escócia há mais de duzentos anos (1671-1743), muito atento aos mais velhos e à preparação para um bom envelhecimento, publicou em 1724 num “Tratado da saúde e longa vida” que, depois dos 50 anos, se deve “diminuir a quantidade de alimentos”, “…em cada sete anos de existência reduzi-la sucessiva e sensivelmente... como meio mais breve e mais infalível para conservar vida, saúde e serenidade”.

Os centenários têm outros pontos comuns: praticam exercício regular do corpo e da mente. Em geral, são de natureza serena, fazem caminhadas regulares, praticam jogos, treinam a memória. Geralmente possuem uma rede de parentes, amigos e vizinhos com quem convivem socialmente e, a maior parte, tem também animais de companhia.

Terminamos com os seus hábitos alimentares que têm tudo a ver com as regras de alimentação saudável que defendo: mais peixe que carne, pouco açúcar e pouco sal, poucas gorduras, muitos frutos, legumes, cereais e alguns lacticínios.
A alimentação saudável é frugal e uma constante que se deve respeitar ao longo da vida, o que não impede, evidentemente, que façamos festas que são tradicionalmente dias de fartura…também à mesa!
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