terça-feira, 31 de julho de 2007

HÁ SAL E SAL



O sal é um componente essencial na alimentação humana utilizado desde tempos imemoriais que nos transportam para o início da Idade do Ferro. Depois da água, o sal é o composto mais abundante à superfície da Terra.

O comércio do sal teve sempre grande importância económica, sendo causa de conflitos políticos e de guerras. Usado como objecto de troca, o nome sal (do latim sal, salis) deu origem ao termo salário, por ser utilizado para remuneração dos legionários romanos. Da passagem dos Gregos pela Península Ibérica (anterior aos romanos) ficaram os vocábulos hals, halos, donde veio o nome dado ao cloreto de sódio encontrado em depósitos naturais – halite (sal-gema).

Os termos sal e sódio são usados incorrectamente, como sinónimos. O sal é o cloreto de sódio (40% de sódio e 60% de cloro). O sódio é um nutriente essencial à vida e todas as células precisam dele para funcionarem adequadamente, desde que respeitados os limites próprios. O cloro é essencial a uma boa saúde, sendo parte indispensável no desempenho de funções vitais.

A ingestão excessiva de sal pode fazer subir a tensão arterial, aumentando os riscos de acidente vascular cerebral e doença cardíaca, provocar cancro de estômago, insuficiência renal, enxaqueca e outras cefaleias, inchaços, pernas entumescidas e turgescência de veias e capilares, além de que promove perdas de cálcio, agravando a osteoporose.

A questão que se coloca é: Quanto sal?
As necessidades de sódio variam com a idade, com o esforço e perdas através da transpiração, mas a quantidade mínima estimada para um adulto, segundo a National Academy of Sciences, é de cerca de 1,5 mg a que correspondem aproximadamente 4 g de sal por dia.

Mas há sal e sal… O simples cloreto de sódio, não se compara nem em qualidade nem em sabor, ao sal marinho tradicional extraído das salinas artesanais. Na sua constituição entram em valores médios aproximados, 77,7% de cloreto de sódio, 10,9% de cloreto de magnésio, 4,7% de sulfato de magnésio, 3,5% de sulfato de cálcio e 3,2% de diversos outros sais: sulfato de potássio, cloreto de potássio, carbonato de cálcio, brometo de magnésio, iodeto de potássio. O sal marinho tradicional é naturalmente húmido, e isto deve-se à presença do magnésio.

O sal processado industrialmente perde características interessantes, do ponto de vista nutricional, durante o processo de lavagem a que é sujeito. São eliminados componentes nomeadamente o plâncton, o krill (pequeno camarão invisível) e restos de esqueletos de pequenos animais marinhos, óptimas fontes de cálcio natural, iodo, magnésio, zinco, cobre, molibdénio… O sal refinado, porque lavado, é empobrecido e, posteriormente, “enriquecido” com aditivos químicos de compensação, em quantidades não fisiológicas, prejudiciais.

A Nutrição é importante para uma boa saúde. Uma alimentação saudável exige sal marinho artesanal, o mais velho aditivo do mundo que se conhece!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

CUIDA BEM DE TI!


Pequeno clip sobre alimentaçao realizado por alguns alunos da Escola Secundaria Garcia de Orta, Porto! 04/2007

quarta-feira, 25 de julho de 2007

EM BREVE CHEGAREMOS AOS 120


Pílulas inteligentes, chips implantados sob a pele, órgãos que voltam a crescer…A revolução científica e médica da longevidade está apenas no início. Em breve viveremos ainda mais anos, e em melhor forma…”Avanços da Ciência, com as respectivas aplicações na Medicina, que vai debelando doenças consideradas incuráveis, modificações do estilo de vida e de alimentação, preocupações crescentes com a qualidade do ambiente têm conseguido prolongar substancialmente esperança de vida do Homem.

A longevidade é seguramente um dos grandes temas da investigação aplicada e tem já um impacte económico considerável. A indústria preocupa-se com a prevenção das doenças e investiga produtos que melhorem a qualidade de vida dos idosos, os ajudem a conservar a memória, a dar-lhes melhor aparência, mais força muscular e vigor sexual. Mas não se iluda o leitor que os novos produtos vêm resolver todos os problemas, porque no que toca a longevidade, cada um trata da sua. É fundamental um estilo de vida sem tabaco e com muito pouco álcool, factores que sabemos encurtam a vida, mas não podemos esquecer que a alimentação está na base da nossa saúde. Senão vejamos: os centenários são, felizmente, cada vez mais activos e numerosos. Existem comportamentos comuns entre eles, independentemente da região do planeta que habitem, nomeadamente em matéria de alimentação. Todos são frugais (o excesso de peso abrange apenas 1% deles). No Japão, ilha de Okinawa, encontra-se a maior percentagem de centenários do mundo e todos eles respeitam a velha filosofia “satisfaz a tua fome apenas em 80%”.

A restrição calórica moderada é factor de longevidade porque activa determinados genes que colocam o metabolismo das células no modo “economia”, o que faz com que os tecidos envelheçam mais lentamente. Já George Cheyne médico que viveu na Escócia há mais de duzentos anos (1671-1743), muito atento aos mais velhos e à preparação para um bom envelhecimento, publicou em 1724 num “Tratado da saúde e longa vida” que, depois dos 50 anos, se deve “diminuir a quantidade de alimentos”, “…em cada sete anos de existência reduzi-la sucessiva e sensivelmente... como meio mais breve e mais infalível para conservar vida, saúde e serenidade”.

Os centenários têm outros pontos comuns: praticam exercício regular do corpo e da mente. Em geral, são de natureza serena, fazem caminhadas regulares, praticam jogos, treinam a memória. Geralmente possuem uma rede de parentes, amigos e vizinhos com quem convivem socialmente e, a maior parte, tem também animais de companhia.

Terminamos com os seus hábitos alimentares que têm tudo a ver com as regras de alimentação saudável que defendo: mais peixe que carne, pouco açúcar e pouco sal, poucas gorduras, muitos frutos, legumes, cereais e alguns lacticínios.
A alimentação saudável é frugal e uma constante que se deve respeitar ao longo da vida, o que não impede, evidentemente, que façamos festas que são tradicionalmente dias de fartura…também à mesa!

terça-feira, 17 de julho de 2007

ALIMENTAÇÃO E FUTEBOL PROFISSIONAL


PREPARAÇÃO FÍSICA E ALIMENTAÇÃO: FUNDAMENTAIS PARA OS MELHORES RESULTADOS DESPORTIVOS
07-07-13 23:01

A equipa da Académica assistiu hoje a uma sessão de informação sobre ALIMENTAÇÃO E FUTEBOL PROFISSIONAL, promovida pelo departamento médico da Académica e que contou com a orientação da nutricionista da Briosa, Ana Carvalhas.

De acordo com Ana Carvalhas a “falta de nutricionistas deixa futebolistas entregues ao seu apetite”. E, referiu que a “educação alimentar” não tem sido uma prioridade na maioria dos clubes de futebol.

O que não é o caso da Académica, como comprova esta iniciativa.

Consulte aqui toda a informação, gentilmente cedida pela Dr.ª Ana Carvalhas, sobre bons hábitos alimentares (regras e dicas) a ter no desporto de alta competição…

quinta-feira, 12 de julho de 2007

ESPELHO MEU…


Depois da morte, no último ano, de duas modelos brasileiras por anorexia mental, Madrid e Milão tomaram a louvável atitude de banir dos seus desfiles de moda modelos supermagras, isto é, modelos com índice de massa corporal abaixo de 18 kg/m2 (segundo a Organização Mundial de Saúde, são considerados de baixo peso indivíduos com índice inferior a esse valor).

Comer deixou definitivamente de ser um acto inocente. Nunca como agora houve tanta consciência dos efeitos que a alimentação tem na nossa saúde física e mental (no nosso corpo e na nossa imagem corporal). Hoje em dia, comemos não apenas para nos alimentarmos, mas também para sermos mais: mais atraentes, mais jovens, mais saudáveis, mais inteligentes, mais longevos, etc, etc.

A busca da silhueta ideal imposta pelos média tem conduzido aos maiores disparates alimentares. A anorexia, a bulimia e a obesidade são consequências de maus comportamentos alimentares. As anorécticas e as bulímicas (uso o feminino plural porque são geralmente raparigas, as portadoras destes distúrbios - nove raparigas para um rapaz) são vítimas de medo excessivo de engordar. Os seus comportamentos vão da privação total de alimentos, forma adoptada pelas anorécticas, até à restrição alimentar alternada com hiperfagia (ingestão excessiva de alimentos), forma adoptada pelas bulímicas. Mas estes dois tipos de comportamento ocorrem igualmente com os obesos que podem experimentar os efeitos nefastos do jejum, quando tentam perder peso, e de hiperfagia descontrolada, quando desistem da sua dieta. Em qualquer dos casos, tais comportamentos geram angústia e infelicidade, que abrem caminho a novas crises, entrando em ciclos viciosos.

A obrigação de ter de parecer uma ninfa pode também ser responsável por distorções psicológicas com graves consequências na auto-estima. Mulheres clinicamente normais, quer dizer, com peso adequado à sua altura, sentem-se muitas vezes, gordas e feias devido à pressão social. Baseada neste fundamento, a Dove, conhecida marca de cosmética, pôs em marcha um inquérito à escala global, em que foram entrevistadas 3200 mulheres de dez países. O estudo revelou que apenas dois por cento das mulheres se achavam bonitas e que cerca de metade se julgavam demasiado gordas. Na sequência, a Dove decidiu lançar no ano passado uma campanha pela beleza real cujo “slogan” era “mulheres reais têm curvas reais”. A ideia era ajudar as mulheres que não têm um corpo de “top-model” (obviamente a esmagadora maioria) a realçar e a apreciar a sua própria beleza. Repare-se que cada cultura tem os seus padrões de beleza e cada um de nós herda dos progenitores ancas largas ou estreitas, pernas curtas ou longas, troncos curtos ou longilíneos, cinturas estreitas ou largas, enfim cada ser humano é único e irrepetível, com o seu encanto próprio pelo que não podem gerar-se sentimentos de inferioridade. Cada mulher deve achar-se bonita tal como é!

Nem gordura é formosura nem magreza é beleza. No meio é que está a virtude. E é esse meio que temos todos, mulheres e homens, de procurar para nos olharmos, felizes, diante de um espelho! Espelho meu...