Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2007

O PESO DAS ESTRELAS

Segundo o astrofísico Mário João Monteiro, professor da Universidade do Porto, “a vida das estrelas é uma sequência de tentativas (algumas com sucesso mas outras não) de impedir que o seu peso a destrua… porque, como gasta energia a estrela ‘envelhece’, logo todas as estrelas têm um início, uma juventude (intempestiva), uma idade adulta, uma velhice e um fim. Assim ao longo da sua vida o interior da estrela vai mudando (por vezes de uma forma drástica) adaptando-se como pode ao efeito da força inevitável que é o seu peso”.Devíamos aprender com as estrelas. De facto, tal como elas, temos de impedir que o peso nos destrua... O peso excessivo representa uma sobrecarga para o coração.

As doenças cardiovasculares têm liderado, ano após ano, as causas de morte em todo mundo. Os números não deixam margem para dúvidas: 16,6 milhões de mortes por ano, dos quais seis milhões na Europa. Destes seis milhões, 50 mil ocorrem em Portugal. É muita gente!

Diz-se que as vítimas são mais homens do que mul…

PELO S. JOÃO SARDINHAS NO PÃO

Sobre o tão apreciado petisco português circulam os mais variados provérbios. Por exemplo, para agradar às mulheres baixas, “A mulher quer-se pequenina como a sardinha” e, em especial para as mulheres altas “De sardinha e de mulher, da maior que houver”.

A sardinha, pequena ou grande, foi o principal alimento das classes populares em Portugal durante muitos séculos, principalmente por ser um peixe barato (um cento de sardinhas custava menos do que uma só pescada ou sável). No livro “Portugal à Mesa:1800-1850” (Hugin, 2000) Isabel Drumond Braga escreve: “…Tenha-se em atenção que a sardinha era normalmente de boa qualidade, do agrado dos estrangeiros e de grande consumo popular. Algumas mulheres vendiam sardinhas assadas sobre placas de ferro e fritas em azeite, acompanhadas de pão, nas ruas de Lisboa.” Esta tradição chegou aos nossos dias, estando bem patente nas festas dos santos populares. Quem não aprecia o cheiro, bem português, da sardinha assada nas ruas? E quem não aprecia uma sa…