sexta-feira, 25 de novembro de 2016

COMO SÃO AS TUAS FEZES?

Alterações nas características normais das fezes podem ser o primeiro sinal de alerta para uma doença do tracto gastrointestinal. Infelizmente, muitas pessoas não têm o hábito de verificar a aparência das fezes após cada evacuação, deixando passar sinais facilmente observáveis de problemas digestivos.

Por forma a avaliar a forma do conteúdo fecal, de maneira descritiva com métodos gráficos, os médicos Kenneth W. Heaton e S. J. Lewis da Universidade de Bristol desenvolveram uma escala médica destinada a classificar a forma das fezes humanas em sete categorias (ver imagem).

Esta escala divide as fezes em 7 tipos, de acordo com a velocidade do trânsito intestinal:

– Os tipos 1 e 2 ocorrem em pessoas com transito intestinal lento, com pouca fibra na alimentação e tendência à obstipação.

– Os tipos 3, 4 e 5 são considerados as formas normais, sendo o tipo 4 a forma mais saudável e desejável das fezes.

– Os tipos 6 e 7 indicam um trânsito intestinal acelerado, com menos tempo para absorção de água e nutrientes, sendo considerados diarreia.

Para o bom funcionamento intestinal, sabendo que a mucosa intestinal se renova todos os dias, são necessários uma quantidade enorme de macro e micro nutrientes que vão muito para além da água e das fibras. Uma alimentação variada e completa onde predominam os legumes, leguminosas (feijão, grão, lentilhas, favas,...), frutos gordos (nozes, avelãs, amêndoas, azeitonas, abacate, coco,...), ovos, lacticínios integrais, cereais integrais e frutas são o melhor garante da saúde intestinal.


Referência
Lewis SJ, Heaton KW (1997). «Stool form scale as a useful guide to intestinal transit time». Scand. J. Gastroenterol. [S.l.: s.n.] 32 (9): 920–4

Site consultado
http://www.mdsaude.com

"DOUTORA, JÁ NÃO SOU DIABÉTICO!"

O senhor José Joaquim de 59 anos, que chegou à minha consulta em Janeiro passado, pesava 110 kg, tinha diabetes tipo 2, hipertensão arterial e colesterol elevado. Vinha com indicação para cirurgia de redução do estômago devido a problemas cardíacos graves que eram consequência, disseram-lhe, da gordura corporal excessiva. Mas a ideia de ser operado assustava-o! Resolveu, por isso,  procurar-me e eu, após a analisar o seu caso, prescrevi-lhe um plano alimentar saudável, rico em legumes, com redução dos hidratos de carbono ("Dieta para Sedentários"). Hoje, quando voltou à consulta, com a felicidade estampada no rosto, disse-me: "-Dr.ª já não sou diabético!" De facto, as análises que trazia na mão estavam impecáveis: glicose em jejum, hemoglobina A1c, colesterol e triglicerídeos, tudo dentro da normalidade, e, melhor que tudo, tinha largado a medicação. A médica de família, à medida que o senhor José Joaquim perdia peso e que os seus indicadores de doença baixavam, foi reduzindo a medicação até não ser mais precisa.

É um pouco cedo para o senhor José Joaquim afirmar que já não é diabético, pois a fase de manutenção do peso começa agora. Esta é extremamente  importante para consolidar os indicadores. Expliquei-lhe que tem que manter este regime alimentar durante dois anos, para que a sua dieta se transforme num estilo de vida.

Parabéns senhor José Joaquim, o seu sucesso é a confirmação de que está a percorrer o caminho certo para a cura da diabetes. Este é mais um dos muitos casos de sucesso da "Dieta para Sedentários" no tratamento da diabetes.




quinta-feira, 24 de novembro de 2016

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

PARA O JANTAR

Tentáculos de pota à lagareiro acompanhados por brócolos, couve-flor e cenoura cozidos ao vapor e posteriormente salteados. 
(os legumes compram-se no Lidl na secção dos congelados em sacos de 1kg).